EXPOSIÇÃO COLETIVA "PEDRO E INÊS DE CASTRO - A LENDA"
Acaba de ser inaugurada a exposição coletiva virtual dedicada à “Lenda de Pedro e Inês de Castro”, uma das mais belas histórias de amor conhecidas.
A exposição mostra obras de diversos artistas várias nacionalidades de estilos utilizados, podendo ser visitada pelos seguintes links:
http://www.alborques.com/pages/Lenda_de_Pedro_e_Ines.php (exposição principal);
http://www.alborques.com/pages/Lenda_de_Pedro_e_Ines_Sucharev_Michail.php (conjunto de 5 quadros do artista Sucharev Michail que retratam a lenda de Pedro e Inês)
DENTRE TODAS AS OBRAS EXPOSTAS ,
FOI ESTA A MINHA PARTICIPAÇÃO.
Filho do rei de Portugal, Afonso IV, e da rainha Beatriz, nascida princesa de Castela, D. Pedro havia chegado à idade de se casar.
Como era costume na época, a noiva deveria pertencer ao reino de Castela e fazer parte da família real.
Assim, o pai de D. Pedro enviou mensageiros ao reino vizinho com o pedido de casamento que, como era esperado, foi aceito.
D. Pedro se casaria com Constança Manuel, membro da família real de Castela.
Por volta de 1340, chega a Portugal a comitiva que acompanhava a noiva de D. Pedro.
No entanto, o coração deste partiu como uma flecha, não em direção à esposa prometida, e sim para Inês de Castro, uma bela aia que acompanhava D. Constança.
Mas a paixão de Pedro por Inês, arrebatadora demais para alguém que em breve possuiria como responsabilidade o trono de Portugal, não foi bem aceita pela corte e pelo rei, que não só tinha medo da influência dos irmãos de Inês sobre seu filho, como também de problemas diplomáticos com João Manuel de Castela, pai de Constança.
A bela aia de cabelos longos e olhos brilhantes também se apaixonou pelo príncipe e, por muito amiga que fosse de Constança, o amor lhe falou mais alto.
Um interregno surgiu na paixão entre ambos e durante esse tempo D. Pedro viveu com a mulher, Constança Manuel, da qual teve dois filhos.
No entanto, o grande amor nunca morrera e os boatos sobre a infidelidade do príncipe tornaram-se cada vez mais preocupantes para a coroa.
Então os pais de Pedro decidiram acabar com o romance e, segundo reza a tradição, Inês viveu fechada durante alguns anos no convento de Santa Clara, em Coimbra, ao qual seu amado não tinha acesso.
Mas numa mata, onde agora se situa a Quinta das Lágrimas, havia um pequeno regato que corria até o convento onde Inês estava enclausurada. Este pequeno canal serviu de mensageiro ao amor impossível dos dois, pois era lá que D. Pedro depositava pequenos barcos de madeira onde colocava cartas de amor.
A correspondência secreta em pequenos barquinhos iludiu por algum tempo a corte que os pretendia afastar. Entretanto, D. Afonso, ainda temeroso de um escândalo, mandou exilar Inês, mas esta se refugiou no castelo de Albuquerque, situado na fronteira do Alentejo, que pertencia à sua família.
Mas a correspondência entre os dois amantes não cessou. Mensageiros foram enviados por D. Pedro, levando frases de amor e paixão a Inês.
D. Constança chegou a tornar Inês madrinha de seu filho recém-nascido, o Infante D. Luis (1343), com a esperança de que os laços impostos pelo compadrio afastasse os enamorados.
Mas D. Luís não chega ao primeiro ano de vida, e pouco afeta os sentimentos de Pedro e Inês.
D. Constança, grávida do seu terceiro filho, morre durante este parto.
D. Pedro, fica então viúvo e livre para enfrentar o pai e trazer D. Inês de volta do exílio em Albuquerque.
O casal foi morar longe da corte ao norte de Portugal, onde nasceram os quatro filhos, os Infantes D. Afonso (morto ainda criança), D. João, D. Dinis e D. Beatriz, reconhecidos pelo pai. D. Pedro manteve-se afastado da política neste período.
Mas o fato de não serem casados aumentava a desconfiança e a pouca aceitação que sempre existiu por parte da corte.
Os boatos aumentaram quando D. Pedro trouxe Inês para o pavilhão de caça em Coimbra. Afonso IV tentara diversas vezes organizar um novo casamento para o filho com princesa de sangue real, mas Pedro recusa-se tomar outra mulher que não Inês
A par disso, o único filho legítimo de Pedro, o futuro rei Fernando I de Portugal, mostrava-se uma criança frágil, enquanto que os bastardos de Inês prometiam chegar à idade adulta. A nobreza portuguesa começava a inquietar-se com os problemas políticos do futuro rei.
Depois dos anos passados no Norte, e do retorno a Coimbra, Pedro e Inês terminam por se instalar no Paço de Santa Clara.
Mas a corte continuava a alarmar o rei e a rainha com insinuações de que a família Castro poderia conspirar para tornar o filho de Inês e Pedro rei de Portugal, gerando conflitos e guerras com Castela.
Os ânimos foram se acirrando de tal forma que se chegou a uma decisão drástica
Inês tinha que ser eliminada.
Foi então que em 7 de janeiro de 1355, num dia em que Pedro tinha ido à caça, o rei, acompanhado por três fidalgos, Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pero Coelho dirigiu-se ao pavilhão de caça em Coimbra, onde se encontrava Inês.
Procuraram por Inês e a encontraram sozinha junto a uma fonte. Inês entendeu logo o motivo da visita e suas súplicas de piedade surtiram algum efeito sobre rei, que se retirou dizendo aos fidalgos para procederem como bem entendessem.
Os fidalgos, aproveitando-se, da ordem pouco clara e da situação propícia, apunhalaram-na.
Seu corpo caiu morto junto à fonte.
A LENDA
Conta-se que D. Pedro, após declarar ter se casado secretamente com Inês, teria mandado desenterrá-la, colocando-lhe vestes de rainha, sentado seu corpo no trono e obrigado os nobres a lhe beijarem a mão, coroando-a Rainha de Portugal
Reza a lenda ainda que o sangue jorrado por Inês na hora de sua morte ainda mancha as rochas da fonte onde caiu morta.
1 comentários:
linda a sua tela...ines e pedro!!!!!
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